PT se renova e reaviva bandeiras históricas

O Partido dos Trabalhadores realizou nos dias 2, 3 e 4 de setembro o seu 4º Congresso, em etapa extraordinária, quando aprovou resoluções que podem mudar significativamente a composição partidária no futuro, como a paridade de gênero e o mínimo de 20% de jovens em suas direções, e resgatam algumas de suas bandeiras históricas. Sobre esse momento do partido, Teoria e Debate conversou com o seu presidente nacional, Rui Falcão

Congresso põe o PT na agenda da sociedade e convoca a militância a participar da

Congresso põe o PT na agenda da sociedade e convoca a militância a participar da vida partidária

Foto: Mario Agra/PT

E quanto à tentativa de a oposição querer encampar um movimento contra a corrupção no país?

 

O nosso governo desde o primeiro mandato do presidente Lula vem combatendo a corrupção e a má utilização dos recursos públicos, a apropriação de recursos para fins privados, seja para enriquecimento, seja para financiamento de campanha eleitoral. Reitero a necessidade de uma reforma política que acabe com o financiamento privado e institua o financiamento público exclusivo.

 

A presidenta Dilma já dissera na campanha e no seu discurso de posse que não permitiria que seu governo tivesse malfeitos e que esses permanecessem impunes. Esses malfeitos aparecem porque o presidente Lula restruturou a Corregedoria Geral da União, hoje um organismo respeitado internacionalmente, valorizou a Política Federal, que estava sucateada, contratando mais e investindo na especialização de seus quadros e em novos equipamentos. O mesmo ocorreu com a Receita Federal. Esses mecanismos de fiscalização de controle permitiram que qualquer tentativa de corrupção pudesse ser detectada. Isso a nossa presidenta, assim como o Lula, vem fazendo.

 

Não é admissível que aqueles que permitiram que a corrupção grassasse ou foram coniventes com ela queiram agora se erigir em juízes da moralidade e colocar todos os políticos numa vala comum. Sabemos que o objetivo que os norteia não é o de zelar pela ética e pelos bons costumes, mas tentar minar a base de sustentação do governo. Como a nossa presidenta disse, corrupção não é programa de governo, nosso programa de governo é erradicar a pobreza extrema, fortalecer o mercado interno, transformar a economia brasileira em uma das maiores do mundo, com a população participando dos frutos do desenvolvimento, aprofundar a democracia com a reforma política e maior participação da população, não só nos processos eleitorais como também na definição das políticas públicas, como vem ocorrendo por meio das conferências. Combater a corrupção não deve ser tarefa exclusiva do governo, mas de toda a população, que deve zelar para que o dinheiro dos impostos seja aplicado em finalidades públicas e não apropriado para benefícios privados.

 

E para finalizar...

 

Para finalizar, eu acho que a Teoria e Debate eletrônica está muito boa. Tenho muita satisfação em ser o primeiro presidente do PT a ser entrevistado na nova fase da revista. Sou o presidente 3.0, uso uma conexão thunderbolt, mais rápida que a 2.0.

 

Rose Spina é editora de Teoria e Debate

 

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